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Sexta-feira, Maio 18, 2007
Sabe aquelas horas em que a melhor coisa é tocar o foda-se pra tentar amenizar tanto descontentamento? Por que quanto mais o tempo passa a gente tem mais a certeza de que o ser humano é podre? Como que de repente alguém que se diz seu amigo se torna alguém tão detestável? Será que a amizade é uma coisa assim tão frágil? Ou será que as pessoas não sabem qual o significado real dela?
Alguém aí tem alguma resposta pra elucidar esses meus pensamentos tão turvos?
Deve ser por isso que a gente vai ficando cada vez menos sensível? Eu nunca achei que eu ia pensar algo assim, mas acho que finalmente eu to ficando meio insensível. Veja só, logo eu. Não sei até que ponto isso é bom ou ruim, mas mais do que nunca tenho certeza que é a vida.
Em tempo, achei interessante o comentário de uma amiga minha sobre um post anterior. Vale a pena reproduzir:
"Odeio odiar...Odeio esperar...Odeio não ter mais dinheiro...Odeio gente metida...Odeio nozes...Odeio o calor...Odeio a minha labirintite...Odeio cigarro...Odeio pagode e axé...Odeio a Xuxa...Odeio gente burra...Odeio meu cabelo...Odeio pés molhados de chuva nos dias frios...Odeio bolinho de carne...Odeio mal cheiro de suvaco...Odeio odiar...Odeio computador...Odeio pessoas preconceituosas...Odeio a balada da Vila Olimpia...Odeio a Oscar Freire e seus carrões e dondocas enlouquecidas querendo gastar cada vez mais e mais...Odeio violência...Odeio brigas seja lá de qualquer espécie...Odeio o trÂnsito de São Paulo...Odeio ter que usar guarda-chuva...Odeio ficar triste...Odeio tudo que é ''comercial'', que está em evidência...Odeio odiar...Odeio preços abusivos da vida cultural de São Paulo...Odeio pickles...Odeio raiz forte...Odeio carros vermelhos...Odeio ostentação...Odeio o mal-humor alheio...Odeio cantadas baratas...Odeio pessoas pegajosas...Odeio ser repetitiva...Odeio a falsidades e jogo de interesse."
E falando em indignação, vale (e muito) a pena dar uma conferida nesse vídeo, produzido por um amigo meu, sobre o que aconteceu recentemente na tal Virada Cultural da prefeitura durante um show do Racionais (é só clicar).
E pra dar um pouco de risada, esse site é muito (mas muito mesmo) louco: www.jesusmechicteia.com.br
Trilha sonora do dia:
Nenhuma verdade me machuca
Nenhum motivo me corrói
Até se eu ficar
Só na vontade já não dói
Nenhuma doutrina me convence
Nenhuma resposta me satisfaz
Nem mesmo o tédio me surpreende mais
Mas eu sinto que eu tô viva
A cada banho de chuva que chega molhando meu corpo
Nenhum sofrimento me comove
Nenhum programa me distrai
Eu ouvi promessas, e isso não me atrai
E não há razão que me governe
Nenhuma lei pra me guiar
Eu to exatamente aonde eu queria estar
Mas eu sinto que eu tô viva
A cada banho de chuva que chega molhando o meu corpo
A minha alma
Nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu
Ou em que mundo se enfiou
Mas, já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Faz algum tempo
A minha alma
Nem me lembro mais em que esquina se perdeu
Ou em que mundo se enfiou
Mas eu não tenho pressa
Já não tenho pressa
Eu não tenho pressa
Não tenho pressa
Fui!
"On a day like today" 5:47 PM
"Where I'm supposed to be?" (comente):
Sexta-feira, Maio 11, 2007
De repente senti uma vontade de me apaixonar de novo. Sentir aquele frio na barriga e aquelas pernas bambas que eu não sinto há muito tempo. Aí eu comecei a pensar se o meu casamento caiu na rotina ou se simplesmente meu marido e eu não nos amamos mais como antes.
A vida tem sido tão, digamos, difícil (qual a novidade?), que eu queria mesmo era ter assim um momento de felicidade extrema pra ver se consigo ver a vida de uma forma mais "cor-de-rosa". Eu lembro que quando ele apareceu na minha vida, foi assim que eu comecei a ver o mundo.
Me diz por que, de repente, as pessoas têm que se magoar, têm que se ferir. Por que elas não podem simplesmente conviverem entre si, aceitando o jeito da outra. Será que só eu penso assim? Será que tem outro jeito de ser feliz? Por que ninguém consegue ver isso?
Chorando o gelo que você me deu
Achando que você já me esqueceu
Não sei se foi você ou se fui eu, menina, menina
Eu to ficando com uma sensação
Que eu fui a pista e você, o avião
Você o trem e eu a estação, menina, menina
Eu lembro beijos, blues e poesia.
O sal na pele, você me lambia
E eu dizia: "Oh baby, I love you"
Eu lembro a cara que você fazia
Será que eu lembro o que não existia?
Você dizia: "Oh baby, I love you"
Tô na Bahia e tô sentindo frio
Praia tá cheia; em mim tudo vazio
Quebrei a corda, eu tô por um fio, menina, menina
Eu te procuro até não poder mais
Na Internet, bares, nos jornais.
Trombar você é o que eu quero mais, menina, menina
Eu lembro beijos, blues e poesia
O sal na pele você me lambia
E eu dizia: "Oh baby, I love you"
Eu lembro a cara que você fazia,
Eu lembro dia e noite, noite e dia
Você dizia: "Oh baby, I love you...Baby, I love you...
Baby, I love you...I love you".
Particularmente triste hoje, acabei de me despedir da minha amiga Renata. Hoje foi o último dia dela aqui na empresa. Vou sentir muita falta dela. Mas o que me consola é que ela sai daqui pra ir prum lugar melhor. Quem dera todos pudessem. Afinal a gente aprende a conviver com o fato de que pessoas boas têm uma passagem rápida pela vida da gente.
"On a day like today" 5:34 PM
"Where I'm supposed to be?" (comente):
Segunda-feira, Maio 07, 2007
Odeio quando as coisas dão errado, quando elas fogem do controle. Odeio quando a cidade fica um caos, quando o trânsito fica horrendo, quando não consigo cochilar no ônibus. Odeio quando me sinto vigiada, quando alguém desconfia de mim, quando as pessoas me olham querendo me reprovar. Odeio quando as pessoas me ignoram, quando elas não respondem os meus recados, quando elas não ouvem o que eu falo, quando tomam decisões que também são pertinentes a mim sem nem me consultar.
Odeio ter que vir pra uma aula e ter que agüentar esse bando de homem idiota achando que sabe tudo de informática (mal eles sabem que eu sou muito mais esperta). Odeio ter que escutar piadinhas sobre Photoshop, Flash ou Dreamweaver e ver que o instrutor adoraria mandar os caras pra pqp, mas não o faz por respeito à ala feminina da sala (eu e mais uma moça de quem eu nunca ouvi a voz). Por mim, ele poderia falar o que quisesse, eu mesma morro de vontade.
Odeio quando vou comprar alguma coisa e meu cartão não passa. Eu fico na fila esperando a caixa passar meu cartão mil vezes, esperando, morrendo de fome, sem dinheiro. É foda.
Odeio ter que levantar cedo, tomar banho no chuveiro frio, sair quando ainda ta escuro e chegar quando já é quase de madrugada.
Odeio me sentir sozinha. Odeio ficar sozinha.
"On a day like today" 8:32 PM
"Where I'm supposed to be?" (comente):
Quinta-feira, Maio 03, 2007
Quinze dias trabalhando sem folga, mais de 12 horas por dia, seguido por um feriado prolongado, graças a uma crise de asma, o que me fez passar a segunda-feira praticamente toda num hospital, tomando injeção na veia e uma inalação atrás da outra. Entre uma semana e outra um novo módulo do meu curso de web, o Dreamweaver, que é uma coisa bacana, mas muito cansativa, já que eu chego à minha casa todo dia por volta da meia-noite (desde o término da faculdade, eu nunca mais tinha passado por essa rotina). O professor é bom, mas vai com a aula até o último minuto, e olha que ele deve ter a minha idade.
Pra fazer o curso, preciso sair mais cedo do trabalho, porque, se sair no meu horário, não chego a tempo para a aula. Consequentemente, tive que negociar com meu chefe pra chegar mais cedo. Resultado: preciso levantar mais cedo. Aí (se você tiver saco) poder fazer as contas, eu durmo por volta da uma hora da manhã pra acordar às 5. São mais ou menos quatro horas de sono por noite.
Então, vindo daquela semana em que eu trabalhei 15 dias seguidos, você pode fazer uma idéia do quanto eu ando com sono. Não há Red Bull e guaraná em pó que dê jeito.
E meu marido ainda fala que eu sou preguiçosa. Aliás, nem sei como pintou disposição pra escrever este post, deve ser porque o "Prô" deu uma saída da sala e deixou a gente aqui fazendo um trampo que eu sinceramente não faço idéia de como executar.
Mudando de assunto, sabe aqueles momentos na vida da gente em que "aquela" pulga fica atrás da orelha? Isso é duro porque eu não sei como sossegar. Idéias (que segundo alguns parecem malucas) ficam martelando na minha cabeça.
Bom, pelo menos aquele aumento que eu tava esperando tanto pintou. Vai ser a minha chance de tentar sair do buraco. E por incrível que pareça, eu ando animada com o meu trabalho como antes. Mesmo diante de tudo que tem acontecido por lá. Às vezes eu acho que só eu ando numa boa por lá. Difícil trabalhar assim, mas agora que eu recebi mais um desafio, não tem outro jeito senão adotar o bom e velho "bola pra frente".
E pra falar da minha nova família (que nem é tão nova assim, já que eu faço parte dela há dois anos), recentemente descobri uma prima, que na verdade é prima do meu marido, que me pareceu uma pessoa bastante sensível. Nos poucos e-mais que pudemos trocar, ela escreveu uma coisa que me deixou bastante emocionada:
"... e te considero uma Carozzi de verdade. Meu avô era professor de latim e português e escrevia muito bem, inclusive escreveu um livro sobre a história dele e da minha avó. Se ele visse seus escritos, te adotaria como neta!"
Eu não sou um membro legítimo da família, mas me considero de coração, mesmo que ainda enfrente resistência por parte de alguns membros. Quem sabe um dia eu escrevo um livro sobre a saga da família Carozzi.
"On a day like today" 9:37 PM
"Where I'm supposed to be?" (comente):
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