"Oh crystal Ball, crystal ball
Save us all, tell me life is beautiful
Mirror, mirror on the wall
Oh, crystal ball, hear my song
I´m fading out, everything I know is wrong
So put me where I belong"





Segunda-feira, Janeiro 29, 2007


Primeiro post depois de completar 27 anos. Pouca coisa mudou, afinal faz só uma semana. O que me deixou muito feliz no meu aniversário foi a lembrança das pessoas. Primeiro a minha família que fez uma festinha surpresa pra mim, com direito a bolo de chocolate, sushi e fanta uva, teatro do Chico Remela e Rabiola. Depois, aqui no escritório, a festinha surpresa que as meninas aprontaram, abraços sinceros e muitas lágrimas, com direito a coca-cola e velinha cor-de-rosa. Por fim, todos os e-mails, telefonemas, mensagens, tele-mensagens, presentes e tudo! Amei.

Aí a gente volta pra rotina, porque é obrigado a levar a vida pra frente, por mais preguiça que a gente tenha. Não sei se preguiça é a palavra certa, acho que é mais uma espécie de medo. Dizem que quanto mais a vida bate, mais forte a gente fica pra enfrentar os obstáculos que ela impõe. Eu não sei não, acho que eu tô ficando cada dia com mais medo de levantar da cama. Por mim, eu dormia pro resto da vida.

Ontem, conversando com o meu marido, antes de a gente discutir (o que tem sido muito comum), ele disse que a vida da gente é formada por ciclos e que eu devia reparar que estamos passando exatamente pela mesma situação pela qual passamos um ano atrás. E ele tinha razão, só que dessa vez as coisas parecem ainda mais difíceis e é difícil resistir ao desespero. Queria mesmo acreditar que tudo isso é realmente necessário e que Deus esteja preparando algo muito bom.

E cada dia que passa eu sinto mais falta do colo da minha mãe.

Ontem eu tava assistindo ao Covernation e pela primeira vez na vida eu vi uma banda fazendo cover do Los Hermanos. Um tal de Fresno. Até que os meninos (que parecem bem novinhos) tocam bem, mas erraram as letras várias vezes. Tá certo que eles ganharam, que agradaram a platéia e, com certeza, quem assistia. Mas se vai copiar, copia direito, porra! Fiquei feliz deles terem ganhado o programa ainda mais porque foi em cima daquela mala-sem-alça do Dado Villa-Lobos. O cara não toca nada, tava pagando de Jesus and Mary Chain (uma banda extremamente cool), mas não dava pra engolir, podia ser mais humilde.

Ah! Tô com preguiça, esse calor todo tá me matando.


"On a day like today" 4:38 PM

"Where I'm supposed to be?" (comente):

Sexta-feira, Janeiro 19, 2007


Janeiro vai ficar na mente das pessoas, principalmente dos paulistanos, durante bastante tempo, acredito. Isso porque o primeiro mês de 2007 trouxe o primeiro grande desastre do ano.

Você já deve estar cansado de ouvir, ler, ver jornais sobre o acidente que aconteceu na sexta-feira da semana passada na construção da Estação Pinheiros, da Linha 4 do Metrô, em que um desmoronamento acabou matando seis pessoas (há suspeita ainda de uma sétima vítima) e tirando centenas delas de suas casas, comprometidas por causa dos estragos provocados.

Desde o primeiro dia, eu fiquei particularmente impressionada. O primeiro motivo pode ser porque os meus colegas da imprensa não param de explorar o assunto. Mas eu tenho certeza que não é só por isso.

Durante muito tempo, eu passei pela Rua Capri, onde tudo aconteceu. Andava por ali de manhã para pegar o trem e vir ao trabalho e passava por lá à noite quando descia do trem pra pegar um ônibus até a minha casa.

E era um lugar onde eu gostava muito de passar. Lá havia umas casinhas muito fofas, daquelas que eu sonho em ter um dia. Uma delas, amarela, era que eu mais "namorava", porque tinha uma plaquinha linda, onde se lia "Serralheiro", e tinha um pastor alemão enorme, que sempre ganhava carne das senhoras que passavam por ali, voltando do supermercado.

Lá também havia um estacionamento. O cara que tomava conta brincava todo dia com um cachorro muito serelepe. Eu morria de dar risada quando o cara ia limpar o chão e o cachorro cismava de morder a vassoura ou o rodo.

Uma vez eu tive medo de passar pela rua, porque achava que tinha duas pessoas me seguindo, mas, graças a Deus, nunca aconteceu nada. Tirando uma vez que eu quase fui atropelada por um dos microônibus que passavam por ali. No geral, eu gostava de passar por ali, bem devagarinho, por mais tarde que fosse.

A Rua Capri nunca mais vai ser a mesma, até porque a casinha amarela já foi demolida e seus moradores, os quais eu nunca conheci, agora precisam procurar outro lugar pra morar.

Meu coração dói e eu choro toda vez que eu ligo a tv ou abro o site do Uol e vejo que acharam mais uma vítima ou que as pessoas simplesmente têm de abrir mão de suas casas, que muitas vezes são as sua vidas.

Eu tive que mudar o trajeto de ida e volta do meu trabalho, pego trem numa estação à frente. Apesar da curiosidade, não tive coragem ainda de ir até lá e ver tudo de perto. Talvez seja melhor lembrar da rua como ela era antes.


"On a day like today" 8:12 PM

"Where I'm supposed to be?" (comente):

Segunda-feira, Janeiro 15, 2007


Antes de qualquer coisa, FELIZ ANO NOVO! Eu sei que ta meio tarde, mas, afinal, nunca é tarde. Que 2007 seja melhor pra mim, pra você, enfim, pro mundo todo. O ano começou, digamos, diferente pra mim. E, não posso negar, que bastante positivo. Tenho fé que deve continuar assim.

Voltar a estudar é muito bom. Fazia dois anos que eu não sentava numa mesa de sala de aula e me senti bem feliz por estar ali. Apesar das dificuldades, é bacana poder aprender um pouco mais nessa vida.

E como em toda sala de aula, tem um professor e tem aquelas figurinhas da sala. Tem a patricinha, toda fresquinha que dá em cima do professor (profundamente irritante), tem o sabe-tudo ("Ah! Mas isso eu já sabia"), tem o engraçadinho que, não sei porque cargas d'água ele acha que tudo que ele fala é por demais engraçado, tem o tiozão que parece adorar desafiar o professor e tem aquela que pergunta tudo ("por quê?"), essa sou eu...

A única coisa ruim de voltar a estudar é a falta de tempo. Não como direito, não durmo direito e mal vejo o meu marido. Esqueci que quando eu tava na faculdade eu não tinha marido. Como essa vida dá voltas...

E eu continuo apegada aos meus pets. É ruim não poder ter um cachorro, por isso meus pássaros e meus peixes preenchem esse meu vazio.

Já que 2006 ficou pra trás, eu quero que fique lá também as mágoas, as perdas, os danos. Que eu consiga ser uma pessoa melhor, que eu consiga ser feliz.

E você também! Bola pra frente.


"On a day like today" 4:47 PM

"Where I'm supposed to be?" (comente):