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Terça-feira, Dezembro 19, 2006
Fiquei a semana inteira esperando o Blogger "devolver" os meus comentários pra poder atualizar este blog bobo, mas agora não sei o que escrever. Tanta coisa aconteceu e a minha cabeça tá tão cheia que fica até difícil organizar as idéias, falar sobre a vida.
Uma coisa que me surpreendeu foi ter, literalmente, arrumado as malas para ir embora de casa. Lá em casa, tá tudo meio que estremecido. É incrível como de repente a sua vida começa a desabar, parece que o céu está caindo sobre a cabeça, exatamente como na Gália, terra do Asterix.
O pior de tudo é que não existem explicações cabíveis pra certos tipos de coisas. Por exemplo, eu amo o meu marido, ele é a coisa mais importante na minha vida, porém, parece que o universo está conspirando para que tudo simplesmente dê errado. E aí, pronto, a gente briga por coisas extremamente pequenas e os problemas se tornam muito maiores do que realmente são. E a vida começa a andar pra trás e coisas horríveis começam a acontecer (como a invasão de bichos escrotos no meu quintal e o porre que eu tomei num domingo à tarde).
Não dá pra entender porque a gente procura fazer as coisas da melhor forma possível, além de ajudar a todos que da gente precisam, sem esperar nada em troca. Eu nunca li a bíblia, mas já me disseram várias vezes que é assim que você deve levar a vida, ajudando a todo mundo sem esperar recompensa.
Só que a vida dá tanta rasteira que você acaba se questionando se tudo o que você faz vale a pena. Se não seria mais fácil ser exatamente o contrário do que você é. E começa a se comportar de uma forma que nem você reconhece.
Seria tão melhor se a gente pudesse simplesmente amar e ser amado. Só isso já bastaria para as pessoas serem felizes. E eu cheguei à conclusão de que morrer deve ser muito fácil porque viver é foda.
Em tempo, eu nem lembrava mais dessa letra, mas uma vez publiquei ela no meu fotolog (que também acaba de ser atualizado). É a primeira versão de "O Pouco que Sobrou". Como eu disse naquela época, a versão do CD é linda, mas eu continuo preferindo essa daqui, até porque ela é bem propícia para o momento.
PERDOA
"Vê, por onde você foi,
cansei de procurar,
não posso mais ficar
com o pouco que sobrou,
carrego o seu amor
até não conseguir,
mas hoje eu me senti
dobrando devagar,
tentei chorar por seu perdão
mas não ouvi sinal,
será que isso é normal?
Deus, proteja o filho teu.
Não deixa o mal ganhar.
Por onde se escondeu
enquanto o céu caiu
e a chave não abriu
e a estrada se acabou
e a ponte não passou
pra lá desse lugar
eu vou tentar
por mais um dia.
Manda essa cavalaria
que hoje a fé me abandonou."
"On a day like today" 5:16 PM
"Where I'm supposed to be?" (comente):
Sexta-feira, Dezembro 08, 2006
A semana foi mais do que difícil. Os dias têm sido cada vez mais difíceis. Coisas que eu nunca imaginei na minha vida têm acontecido. Acredite, coisas horríveis. Bichos escrotos.
Por isso a falta de vontade de falar/escrever. Melhor não ficar pensando muito em tudo isso, pelo menos enquanto não chego em casa. Se é que aquilo pode se chamar de casa.
Pra amenizar o descontentamento, peço licença ao Chico Buarque pra publicar uma poesia dele aqui. Quem sabe assim acende um pouco de alegria...
Morro Dois Irmãos
"Dois Irmãos, quando vai alta a madrugada
E a teus pés vão-se encostar os instrumentos
Aprendi a respeitar tua prumada
E desconfiar do teu silêncio
Penso ouvir a pulsação atravessada
Do que foi e o que será noutra existência
E assim como se a rocha dilatada
Fosse uma concentração de tempos
É assim como se o ritmo do nada
Fosse, sim, todos os ritmos por dentro
Ou, então, como uma música parada
Sobre uma montanha em movimento"
Chico Buarque
Eu sei que isso não é muito comum, mas publiquei uma foto minha no meu fotolog. Clique aqui e veja.
"On a day like today" 5:34 PM
"Where I'm supposed to be?" (comente):
Sexta-feira, Dezembro 01, 2006
"... tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades..."
Essa semana faleceu em São Paulo uma pessoa incrível que eu tive a oportunidade de conhecer em 2004. Sinceramente, não sei o nome dele verdadeiro, mas ele era bem conhecido como Jece Valadão. Tinha mais de 70 anos e já não fazia mais tantos filmes como em épocas anteriores.
Em 2004, quando produzia o meu Trabalho de Conclusão na faculdade, tive a oportunidade de entrevistá-lo, e consegui não só a entrevista do vídeo como um apoio fundamental para o trabalho. "Seu" Jece, como eu o chamava, me deu não só informações, mas também me mostrou um outro lado do cinema nacional, que talvez um nunca tivesse acesso sem a contribuição dele.
Nós nunca mais nos falamos, mas antes dele ter ido, eu gostaria de ter dito mais uma vez "Obrigada, seu Jece".
I've been down and I'm wondering why
Enquanto a vida vai passando eu continuo vivendo os mesmos dilemas e alguns novos. É a primeira vez na minha vida que eu tento salvar um relacionamento que parece já estar fadado ao insucesso.
O pior é me sentir assim, indiferente à situação que ultimamente está beirando o colapso. Não é por falta de interesse, nem por não querer realmente ser feliz. Acho que é mais por não saber mesmo como lidar com a situação.
Amar uma pessoa é muito difícil. Começar a perceber que viver ao lado dessa pessoa talvez não valha a pena é pior ainda.
Eu esperei a minha vida inteira por um grande amor. E agora não sei mais se o quero tanto assim.
Enquanto isso, dói. Mais uma noite vem por aí.
"On a day like today" 5:01 PM
"Where I'm supposed to be?" (comente):
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