"Oh crystal Ball, crystal ball
Save us all, tell me life is beautiful
Mirror, mirror on the wall
Oh, crystal ball, hear my song
I´m fading out, everything I know is wrong
So put me where I belong"





Sexta-feira, Novembro 24, 2006


Rain down, rain down
Come on rain down on me


Meu nariz tem sangrado todos os dias. Às vezes escorre um sangue meio sem cor, às vezes caem umas bolotas de sangue. A minha cabeça também tem doído, às vezes ela lateja, como se tivesse um corpo estranho entre o couro cabeludo e crânio. Ainda não descobri o motivo, aparentemente tá tudo bem. Meu marido, muito perspicaz, deu um parecer nada, digamos, animador: "Isso aí pode ser princípio de derrame...", é mole?

Talvez seja mesmo, já que o nível de stress anda mais elevado do que o normal. É tanta coisa de uma vez só, que eu tenho a sensação de que a qualquer momento o céu vai desabar sobre a minha cabeça. Dá vontade de sumir, porque chorar não alivia mais nada. Ás vezes eu me pergunto como seria a minha vida se eu vivesse numa outra realidade. A gente devia ter mais oportunidades nessa vida.

Wake from your sleep

Toda vez que eu ouço Radiohead lembro dos tempos da faculdade. Não que eu tenha começado a escutar os discos deles naquela época, mas é que foi uma fase marcante na minha vida e tudo que eu escutava era isso.

Naquela época eu vivia esperando sei lá o que, que talvez nunca tenha vindo, eu tenha e eu não percebi ainda. E isso me causava uma certa melancolia. Aquela mesma que eu ando sentindo hoje.

Don't lose your nerve
breathe, keep breathing


Bem que dizem que em cada dia na vida é possível aprender alguma coisa diferente. Como não podia deixar de ser, eu tenho aprendido algo que eu devia ter percebido antes. A minha mãe sempre dizia que a gente pode conviver a vida inteira com alguém e ainda assim você corre o risco de não conhecer a pessoa que tá do seu lado.

Eu nunca acreditei muito nisso então aprece que a vida resolveu me mostrar isso na marra. É impressionante como as pessoas mudam, da noite pro dia, e, de repente, alguém que você adora simplesmente passa a te odiar. E então você passa a perceber qual a face verdadeira desse alguém.

A impressão que eu tenho é que quando a gente gosta muito de alguém, acaba não reparando o quanto esse alguém pode se virar contra você. O quanto uma amizade pode ser frágil. O quanto ela pode ser unilateral.

Eu tenho tentado ser forte, mas isso tem sido muito nocivo pra mim. Não sei até quando vou conseguir suportar. Dá vontade de desistir. Por mais que você ame essa pessoa, não vale o sofrimento. A vida tem passado muito rápido e não posso mais ficar perdendo tempo.

Sing us a song, a song to keep us warm

Hoje eu recebi uma notícia ruim, a mãe de uma amiga minha está internada. Ela teve um infarto. Eu fiquei imaginando como deve ser horrível ver a sua mãe numa UTI, sem saber se ela vai sobreviver ou não, se ela vai ter seqüelas.

Amiga, eu sei que não dá pra fazer muita coisa, mas se precisar de alguma coisa, estou por aqui. É o mínimo que eu posso fazer pra retribuir todo o amor que você tem por mim. Sua mamãe vai ficar boa, se Deus quiser.

You can laugh

Eu queria um dia entender o motivo pelo qual, em alguns lugares, as pessoas terem o estranho hábito de pintar de brancas os troncos das árvores. Alguém aí sabe?

Em tempo, meu fotolog tem foto nova. Para ver, clique aqui.


"On a day like today" 4:22 PM

"Where I'm supposed to be?" (comente):

Terça-feira, Novembro 21, 2006


Acabou ontem "Cidadão Brasileiro", a melhor novela que eu já assisti. E olha que depois que eu entrei na faculdade, parei de ver novela. Não que eu não seja uma noveleira, mas é que a falta de tempo me impedia mesmo. Ultimamente, eu só vinha acompanhando assiduamente a novela "das 10h", da Record, até porque lá em casa só pega o canal 7.

O fato é que "Cidadão Brasileiro" foi uma novela bacana que mostrou, sob a ótica de um personagem extremamente carismático, diferentes fases da história do Brasil. A história começa em 1955 quando Antônio Maciel chega a Guará, cidade do interior de São Paulo, próxima a Ribeirão Preto. Ele "toma conta" da cidade, apronta mil e umas, torna-se prefeito de lá, compra o cinema, fica com as meninas mais bonitas até que vai embora. Depois, ele vai "construir Brasília" durante o governo do Juscelino até que assume um cargo de alto escalão numa grande empresa. Depois ele casa (não com a mulher que ele ama), tem um filho, ganha muito dinheiro, separa, volta pra mulher que ama, separa de novo, se envolve com uma hippie, depois com uma viúva rica, isso já em plena ditadura militar, tema que foi mostrado de uma forma bem real.

A história toda ocorre em exatamente 51 anos, de 1955 a 2006, quando Antonio aparece bem velhinho, ao lado do amor da sua vida, e depois falece na mesma cidade em que ele começou sua saga.

E durante o tempo de exibição, apareceram personagens fascinantes como a Professora Teresa Castro, o deputado Homero Lopes, o advogado Marcelo Sales Jordão, a patricinha René Jirad, além do casal Nilo e Julieta, os meus prediletos.

Vou sentir saudades.



"On a day like today" 4:53 PM

"Where I'm supposed to be?" (comente):

Sexta-feira, Novembro 17, 2006


"It's a hopeless situation
and i'm starting to believe
that this hopeless situation
is what i'm trying to achieve
but i try to run on
it's all or none
all or none...
here's the selfless confession
leading me back to war
can we help that our destinations
are the ones we've been before?
i still try to run on
but it's all or none
all or none...
to myself, i surrender
to the one i'll never please
but i still try to run on
no, i still try to run on
but it's all or none
all or none..."


"On a day like today" 5:13 PM

"Where I'm supposed to be?" (comente):

Quinta-feira, Novembro 16, 2006


Na volta de Joinville nem um pouco de descanso, ao contrário, algumas obrigações de uma razoável dona de casa e de uma "boadrasta", como dizem os meus enteados, me impediram de tirar aquele soninho que se acumulou durante os três dias em que estive fora da minha cama e longe do meu amor.

Não dá pra negar que a cidade é linda, bem organizada, limpa, etc... Mas, das cidades que eu conheço, Joinville está longe de ser uma das mais receptivas. O povo lá é muito frio, parece que eles têm medo de quem vem de fora. Sei lá, talvez seja uma coisa do tipo medo de quem vem de fora tomar o seu terrítório. Talvez seja porque, no geral, as pessoas parecem ter um bom poder aquisitivo. Ou talvez porque a escola do balé Bolshoi no Brasil fica lá... A cidade é um lugar em que certamente eu não voltarei, para alegria do povo de lá.

A viagem de avião foi uma coisa nova. O medo veio e veio em larga escala, mas acho que ninguém percebeu. Vi a cidade inteira lá de cima, vi a imensidão do mar, vi as nuvens de cima delas mesmas, isso é muito louco. Meu nariz sangrou, senti muita dor de cabeça, dor nas pernas. Enfrentei turbulência. Mas eu gostei.

Nem sei se foi bom ou ruim ter passado um tempo fora de casa. Ultimamente eu não tenho sentido muita coisa direiro. Acho que os meus sentidos andam meio tumultuados. Senti um pouco de saudade ao mesmo tempo em que não queria voltar. Senti uma insônia horrorosa ao mesmo tempo em que o meu corpo não respondia mais de tanto cansaço.

Aliás, sabe que eu tenho percebido uma certa falta de expressão em mim? Não sei o motivo, muito menos se há algum motivo, mas não me reconheço mais. E eu lembro bem de como eu era. Tem certos momentos em que essas mudanças pelas quais a gente passa causam um certo incômodo. E quando a gente percebe o que aconteceu não sabe mais como voltar. Paciência.

Tristeza à parte, estas são as músicas dos Hermanos que eu mais gosto (não tem uma ordem específica, a lista é só pra constar):

* Morena
* Onze Dias
* A Flor
* O Velho e o Moço
* Quem Sabe
* Os Pássaros
* Do Sétimo Andar
* Sapato Novo
* O Pouco que Sobrou
* Último Romance
* Deixa o Verão


E por falar em Deixa o Verão, sexta-feira passada tava indo pra casa e escutei no rádio uma versão horrível da música, na voz de uma tal de Mariana Aidar. Credo.

Em tempo, meu fotolog bobo foi atualizado. Para ver, é só clicar aqui.

Meu humor não tá nada bom. Minha cabeça dói demais. Queria aprender a chorar menos.


"On a day like today" 4:55 PM

"Where I'm supposed to be?" (comente):

Sexta-feira, Novembro 10, 2006


Outro dia, vasculhando o monte de papéis velhos que existem nas minhas gavetas, encontrei um e-mail que havia mandando para o Bruno Medina, do Los Hermanos, em 2002, depois de ter lido um texto dele num site que nem sei se existe mais. Um trecho do e-mail falava assim:

"Foi engraçado porque assim que terminei de ler o texto sobre os Beatles começou a passar um clipe do John Lennon na MTV (Jealous guy). Engraçado pela coincidência e porque essa é uma música que remete a uma certa tristeza. E é justamente essa imagem que eu tenho do John Lennos, de um cara triste, talvez por causa daquele sucesso inesperado, não sei, talvez a imagem dele, as 'viagens', os protestos e as próprias músicas. A impressão que eu tenho é que mesmo passando por toda aquela 'curtição' de fazer parte da banda mais popular do mundo, ele não era lá muito feliz..."

Nem lembro mais sobre o que o referido texto falava. Mas acho que isso eu nunca havia dito antes. Achei que valeria a pena dizer, sei lá.

Passei cinco meses longe daqui e senti necessidade de mudar aquele visual anterior. Isso porque muita coisa tem acontecido nesses últimos tempos. Tanto interna quanto externamente. Eu diria que mais internamente. Digamos que o coração têm sentido, mais do que nunca, o peso de viver. Não que a tristeza tome conta de tudo, mas é que cada dia ela cresce um pouquinho. Ontem mesmo, o dia não foi nada bom, a noite foi pior e eu fui dormir querendo não acordar mais. Dormi e acordei. E agora? O mundo caindo lá fora e eu não quis sair da cama. Tive de sair e não vejo a hora de voltar.

"Morar nesse país é como ter a mãe na zona..."

Tenho pensado muito na minha mãe e nos meus irmãos. Queria poder ajudá-los mais, queria poder aliviar mais o desespero de ver as dificuldades só aumentando sem saber o que fazer. Aí eu me entristeço por estar de mãos atadas, por lutar tanto e não conseguir nada, enquanto gente que faz muito menos, parece não precisar mais de nada. E eu, por total falta de opção, ainda sou obrigada a votar em um idiota qualquer que não ta nem aí, porque não é no dele que arde, enquanto um dos meus irmãos não consegue terminar a faculdade por falta de grana e o outro não consegue arrumar sequer um emprego.

"Abre os olhos e as janelas, deixa o sol te iluminar..."

Entre algumas das coisas que me preocupam está uma pessoa, bastante especial, que se tornou muito amiga nos últimos tempos. Ele tem feito muita coisa por mim, que parecem pequenas, mas na verdade são grandiosas (talvez nem ele tenha noção disso) e eu nem sei como agradecer. Eu sei que uma simples mensagem num blog bobo pode não resolver as coisas, mas ele deve saber que ela vai ficar bem, onde é que ela deva ficar.

E pra terminar, amanhã faço a minha primeira viagem de avião. Vou para Joinville, à trabalho. Tá dando um certo friozinho na barriga, mas espero que dê tudo certo. Volta na terça-feira. Quando voltar conto tudo. Até lá.


"On a day like today" 3:28 PM

"Where I'm supposed to be?" (comente):